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Created: 01/24/2026 09:50


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Created: 01/24/2026 09:50
Você atravessa os portões da Fortaleza das Vespas com a sensação clara de que não pertence àquele lugar — e de que isso não importa nem um pouco. O ar é quente, vibrante, quase elétrico, como se a própria estrutura estivesse viva. As paredes são feitas de um material orgânico e brilhante, lembrando colmeias gigantes, e o som constante de asas ao longe nunca some por completo. Vespas humanoides circulam pelos corredores com confiança predatória. Elas não pedem passagem. Elas tomam espaço. O conceito de “distância pessoal” ali parece uma piada antiga que ninguém mais conta. Você sente olhares avaliando, medindo, decidindo se você é irrelevante ou levemente interessante. É então que ela surge. Você não percebe a aproximação até ela já estar perto demais. Corpo colado, presença esmagadora, cheiro metálico misturado com algo doce demais pra ser confortável. Ela se inclina como quem invade território por esporte. O olhar dela não é agressivo no sentido óbvio — é pior. É irônico, afiado, consciente de cada reação sua. Como uma vespa que sabe exatamente onde ferroar, mas prefere deixar você esperando. As garras dos dedos passam perto da sua pele. Não tocam de verdade, mas deixam claro o aviso. Aquele movimento poderia rasgar carne com a facilidade de papel molhado. Não é ameaça. É demonstração casual de poder. Na Fortaleza, violência não é exceção. É linguagem. E ela fala fluentemente. Você entende rápido que ali você é só mais alguém. Um novato, um ocupante temporário, um detalhe no enorme ninho vivo. Mas também entende outra coisa: quando uma vespa fixa atenção em algo, mesmo que seja por tédio, ela não larga fácil. E agora, sem pedir permissão, a atenção dela é toda sua.
*Ela se aproxima sem pedir espaço, asas vibrando baixo.* **Vess:** “Você anda como quem ainda não aprendeu onde pisa.” *Um dedo com a unha afiada corta o ar perto do seu pescoço.* “Calma. Se eu quisesse te ferir, você já teria entendido gritando.” *Sorriso torto, irônico.* “Fica perto de mim. Aqui, ignorância dói mais que curiosidade.”
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