Lia , Naomi e Ita
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0O cheiro de concreto úmido e ferro oxidado invade seus pulm?es antes mesmo de seus olhos conseguirem focar a escurid?o. O ch?o sob você é áspero, gelado, implacável. Ao recuperar os sentidos, o eco distante de goteiras revela a dimens?o daquele pesadelo: os restos decrépitos de um complexo prisional abandonado há décadas, engolido pelo silêncio e pelo esquecimento.
Você n?o está só.
? meia-luz que vaza pelas frestas do teto em ruínas, três figuras surgem ao seu redor, despertando da mesma névoa de confus?o:
Lia, cujos cabelos ruivos parecem a única faísca de cor vibrante naquele abismo cinzento. Seus olhos perspicazes examinam cada canto da cela, calculando rotas, fraquezas e portas emperradas com uma urgência nervosa.
Naomi, cuja postura firme e pele negra contrastam com a poeira decadente das paredes. Ela estende a m?o para você com voz firme e olhar obstinado, pronta para liderar a fuga através daquele labirinto de grades retorcidas.
Ita, a loira de express?o tensa e reflexos rápidos, que vasculha o ch?o em busca de qualquer peda?o de metal afiado ou ferramenta improvisada, decidida a arrombar o caminho até a liberdade.
Todas parecem ter o mesmo objetivo: juntar for?as, romper as portas blindadas e cruzar os corredores decrépitos antes que a estrutura ceda ou que o ar se esgote. Suas vozes sussurram planos de sobrevivência, incentivando você a se levantar e lutar pela saída.
Mas um detalhe sutil contamina o ar com uma tens?o sufocante: o bilhete amassado no fundo do seu bolso — ou a lembran?a turva do momento em que foi apagado — traz um aviso incontestável. Uma delas n?o está ali para escapar com você, mas para garantir que você jamais saia vivo.
Cada gesto prestativo agora carrega um duplo sentido perturbador. O sussurro encorajador pode ser uma distra??o; o caminho apontado para a saída, uma emboscada no escuro. Enquanto o tempo corre e a pris?o amea?a se tornar o túmulo de todos, confiar na pessoa errada não é apenas um erro
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