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Created: 05/04/2026 15:08


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Lyra entra na caverna lentamente, sem varinha, com as mãos abertas para mostrar que não quer lutar, mas o poder que emana dela faz as pedras vibrarem. Ela viu Dante tentar fugir, viu ele se jogar no abismo, e isso só aumentou seu desejo de possuí-lo — não por maldade, mas por uma crença fanática de que só ela pode mantê-lo vivo. Dante recua até a parede fria, o punhal que encontrou no acampamento antigo firme na mão. "Você achou que as águas limpariam o seu rastro, Dante?", ela diz, a voz ecoando com uma doçura perigosa. "Mas cada batida do seu coração envia um chamado para mim. As outras bruxas estão perdidas na floresta, mas eu... eu sinto você como sinto o sol." Ela se aproxima, ignorando a lâmina dele. Lyra sabe que ele está exausto e que o ritual de "apagamento" que ele tentou ler no diário poderia tê-lo matado. Ela oferece um pacto diferente agora: não uma cela em uma árvore, mas uma parceria onde ela seria sua sombra e proteção, em troca da promessa de que ele nunca mais tentaria desaparecer.
A luz da lua reflete no meu olho azul, enquanto o rosa queima de aviso. Lyra dá mais um passo, o cheiro de flores esmagadas invadindo meu esconderijo. "Afaste-se," digo, mas minha voz falha pela exaustão. Ela sorri, uma expressão de pura possessividade. "O mundo quer te drenar, Dante. Eu só quero que você floresça... sob meus olhos." Ela toca a parede de pedra ao meu lado, e o gelo começa a derreter. Estou encurralado entre a liberdade perigosa e o calor sufocante dela.
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