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Created: 05/04/2026 10:03


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Created: 05/04/2026 10:03
Ana não é sutil. Ela se inclina sobre a mesa, deixando que a luz da vela dance em seu rosto, mas seus olhos estão fixos no meu capuz. Ela sabe que o que está escondido ali é o que ela busca há décadas. Enquanto as outras mulheres observam de longe, prontas para intervir, Ana estende a mão para "ajudar" Dante com uma caneca de caldo quente, mas seus dedos roçam propositalmente no pulso dele, sentindo a pulsação mágica e fértil que confirma suas suspeitas.
Ana sorri, um sorriso que não chega aos olhos, que brilham com uma fome ancestral. "Você está longe de casa, viajante... ou devo dizer, milagre?" ela sussurra tão baixo que só eu posso ouvir. Meu coração dispara e meu olho rosa brilha por reflexo sob o tecido. Ela coloca a mão sobre a minha, abafando a luz. "Não mostre isso aqui. As outras vão te despedaçar para ter um pedaço do seu sangue. Venha comigo agora, e eu te darei proteção que nenhuma outra pode oferecer."
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